Reprovação no XXI Exame de Ordem não é Parâmetro pra nada!

Reprovação no XXI Exame de Ordem não é Parâmetro pra nada!
A poeira nem mesmo baixou após a publicação do resultado definitivo da 2ª fase do XXI Exame de Ordem e logo mais já teremos uma nova 1ª fase da prova da OAB. Este calendário de três provas por ano tem disso, para àqueles que esperam pela confirmação da reprovação após a interposição de recurso, sempre resta muito pouco tempo para se preparar para a próxima primeira fase.
 
Nota: Por isso é tão importante o estudo contínuo, independentemente de qualquer resultado. Esse é motivo pelo qual eu sempre indico a leitura do artigo: Preparação para Exame da OAB e o Prazer em Aprender
 
Já para os examinandos que ainda contam com a possibilidade da repescagem, o folego é outro – são aproximadamente 6 meses de intervalo até a próxima 2ª fase. Mesmo assim, sempre será difícil processar uma reprovação na prova da OAB. Quem interpõe recurso, normalmente alimenta uma centelha de esperança até o último momento.
 
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Logo, é normal balançar diante do resultado negativo, ter aquele sentimento de frustração, uma sensação de fracasso e outros pensamentos desta natureza. No entanto, a boa notícia é que a XXI edição do Exame de Ordem não deve ser parâmetro pra nada, muito menos serve de motivo para que algum examinando se torture por não ter logrado êxito. Entenda o porquê disso ao longo desta publicação…

1 – Problemas na 1º fase do XXI Exame de Ordem

Esta edição do Exame de Ordem, desde o princípio apontou que seria osso duro de roer. Com diversas questões passíveis de anulação, duas questões anuladas de ofício e muita discussão sobre o que não foi anulado, era de se esperar que esta edição do certame iria deixar sua marca na história da era FGV.
 
O sentimento de injustiça que estes fatos geram, só quem está galgando a aprovação na OAB entende. Mais ninguém! A comoção foi geral, de praticamente todos os cursos preparatórios para OAB do Brasil.
 
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Ou seja, quem reprovou na 1º fase do XXI Exame de Ordem por conta de uma ou duas questões, pode ficar com o coração tranquilo. Não necessariamente foi falta de conhecimento ou de preparo que derrubou o candidato. Talvez se fosse aplicada uma prova diversa no dia seguinte, o resultado teria sido outro! A banca realmente errou na dosagem e vacilou muito na condução dessa prova.

2 – Uma 2ª fase aparentemente tranquila, só que não.

Todos estavam felizes com a 2ª fase do XXI exame, comemorando uma prova aparentemente tranquila e aguardando as correções dos cursinhos – ao menos até a divulgação do resultado preliminar. Mas, não bastassem os infortúnios da 1ª fase, a FGV demonstrou toda a sua negligência e imperícia na condução do certame quando vinculou um espelho de correção de uma edição diversa como base para correção da prova atual. Embora tenha emitido um comunicado, esclarecendo que tratava-se de mero erro de sistema e que a correção realizada teve como base o espelho correto, este é um erro inaceitável quando falamos de uma prova que conta com um dos maiores aportes financeiros do Brasil para sua execução.
 
É difícil manter a calma nessas horas – eu sei -, mas, se a FGV, que recebe MUITO dinheiro e conta com uma ESTRUTURA ENORME para condução da prova, atrapalha-se quando o assunto é exame de ordem; o que dirá dos candidatos? É como se o examinando, além de estudar para a prova, devesse contar, ainda, com um pouco de sorte (?) para que a banca consiga apresentar uma avaliação sem surpresas desagradáveis, verificando adequadamente suas competências para o exercício da profissão.
 
Por isso, o XXI Exame de ordem é uma edição a ser esquecida! É o tipo de prova que não serve como parâmetro para quase nada. Quiçá para que se entenda que a persistência é mais importante do que a revolta; que não é possível que alguém se renda a uma banca que mal consegue lidar com ela mesma; que a FGV não é isso tudo; e, que o exame de ordem está muito aquém de ser uma prova que avalia corretamente o candidato para o exercício da advocacia.
 
 
Então, este é um momento em que se deve aproveitar o embalo da preparação para a prova anterior e continuar firme e forte nos estudos, aproveitando da queda para se fortalecer. É hora de mostrar para a FGV que a vontade de exercer a profissão é muito maior que o desejo da própria instituição pela sua REPROVAÇÃO.
 
É o momento para mostrar para FGV que OABeiro não se abala com provas mal executadas, nem desiste diante de um tropeço qualquer. Uma nova chance está logo ali, e nesta oportunidade as coisas serão diferentes!
 
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Bons estudos!
 
 

Sobre o Autor

Lucas Ávila
Meu nome é Lucas Ávila, advogado, professor e escritor nas horas vagas aqui do blog do Portal Prova da Ordem. Além disso, tenho oferecido a um seleto grupo, preparação individualizada para Exame de Ordem – Coaching OAB. Essa metodologia tem se demonstrado MUITO eficaz, uma vez que tenho aprimorado ao longo dos anos que venho trabalhando com Exame de Ordem.
 
 



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